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"Biomphalaria"  
Artigo publicado em 10/01/2012, última edição em 04/07/2014  




Caramujo Biomphalaria

 

Os caramujos mais comumente encontrados em aquários de água doce são os Planorbídeos. Estes caramujos são encarados com um misto de amor e ódio, por um lado, existem lindas variedades ornamentais, como o "Red Ramshorn". Por outro lado, geralmente aparecem como invasores indesejados, podendo formar grandes populações, sendo assim consideradas pragas pela maioria dos aquaristas. Como um agravante, muitas espécies estão envolvidas no ciclo de vida do agente da esquistossomose.



Biomphalaria intermedia, coletada em Valinhos, SP. Foto de Walther Ishikawa.


 

Taxonomia: Planorbis? Biomphalaria? Helisoma?

 

Como frequentemente acontece com caramujos dulcícolas, a identificação destes animais é bastante confusa. São popularmente conhecidos em inglês como Caramujos “Ramshorn”, uma contração de “ram´s horn” (chifre de carneiro, por isto a pronúncia correta não é “ram-xorn”). Pertencem à família Planorbidae, e na realidade englobam principalmente três tribos distintas: Planorbini, de espécies européias; Planorbulini, de espécies norte-americanas; e Biomphalariini, de espécies sul-americanas e africanas. E no aspecto externo, os Planorbis, Planorbella e Biomphalaria são praticamente indistinguíveis.




Três espécies brasileiras de Biomphalaria, em comparação com três planorbídeos exóticos comuns no aquarismo de outros países. Vejam que a distinção baseadas somente na concha é muito difícil. Fotos gentilmente cedidas por Jose Liétor Gallego.

 

Os Planorbídeos, assim como os Physa e Lymnaea, pertencem ao grupo dos Pulmonados, caramujos que evoluíram a partir de caracóis terrestres que retornaram ao ambiente aquático. Por este motivo não têm brânquias, e assimilam oxigênio através da superfície interna do seu manto, onde a maioria das espécies carrega uma bolha de ar, que precisa ser renovada periodicamente. Ou seja, apesar de aquáticos, respiram ar, necessitando retornar à superfície de tempos em tempos. Por este motivo, sobrevivem em águas estagnadas e pobres em oxigênio. Como recurso adicional possuem hemoglobina na sua hemolinfa, o que confere uma bela coloração vermelha aos indivíduos albinos. Como os demais pulmonados, não possuem opérculo. Além da função respiratória, esta bolha de ar pode ser usada como recurso de flutuação.



Os Pulmonados de água doce pertencem à Ordem Basommatophora, assim chamados porque seus olhos se localizam na base dos seus longos tentáculos. Isto os distingue dos conhecidos Caracóis terrestres, os Stylommatophora, que têm olhos na extremidade dos tentáculos.



Os caramujos planorbídeos comuns brasileiros são quase todos do gênero Biomphalaria. Por exemplo, estes pequenos caramujos marrons que são inadvertidamente introduzidos no aquário juntamente com plantas, ou coletados em riachos e lagos. Geralmente, os textos na internet chamam estes caramujos erroneamente de Planorbis, por serem traduções de textos em inglês. Algumas fontes na internet descrevem estes animais como sendo Helisoma nigricans, mas este não é mais um táxon válido, atualmente esta espécie é considerada Biomphalaria tenagophila, um dos três vetores brasileiros de Esquistossomose.


Biomphalaria tenagophila (antigo Helisoma nigricans), um dos vetores de Esquistossomose. Foto de Cinthia Emerich.

 

Até existem alguns raros relatos de espécies norte-americanas invasoras da espécie Planorbella (antigo Helisoma) duryi no Brasil, mas são incomuns. Seu aspecto externo é muito semelhante a um Biomphalaria, e acredita-se que tenha sido introduzido na natureza por aquaristas. A variedade ornamental "Blue Ramshorn"  é desta espécie. veja um artigo desta espécie  aqui . Nas regiões frias da Europa, o Planorbis corneus é uma espécie comum na natureza, e em muitas fontes da internet em língua inglesa é mencionado que o Ramshorn selvagem se trata desta espécie. Novamente é um erro, em se tratando de aquários tropicais, esta espécie tem baixa sobrevida em temperaturas mais elevadas. 






"Red Ramshorn" Biomphalaria glabrata albina, comprada em loja de aquarismo em São Paulo, SP. Foto de Walther Ishikawa.





"Red Ramshorn"


 

Mas e os planorbídeos ornamentais vendidos nas lojas? Por exemplo, aqueles belíssimos “Red Ramshorns” em tons de rosa e vermelho? Novamente, quase todas as fontes na internet (inclusive em português) descrevem estes caramujos como Planorbis, ou Planorbella, porque são traduções de textos estrangeiros. Muitos até inventaram nomes científicos de fantasia, como Planorbis rubrum. Ou talvez para não passar a impressão negativa de que é a mesma espécie que transmite doenças.

 

Entretanto, é quase certo que todos os “Ramshorn” ornamentais à venda nas lojas brasileiras sejam Biomphalaria, lembrando que variedades albinas destas espécies (que são idênticas aos Planorbella albinos “Red Ramshorn”) são usadas há muito tempo em pesquisas de esquistossomose. Em diversas ocasiões, estes caramujos ornamentais brasileiros foram dissecados para identificação, e todos eram Biomphalaria albinos, principalmente B. glabrata (por exemplo, animais coletados em aquários de SP e MG) e B. tenagophila, (por exemplo, coletados em aquários de SC). Estas são as duas maiores espécies brasileiras de Biomphalaria, ambas vetores de esquistossomose. Nós mesmo realizamos algumas dissecções para identificação, o artigo pode ser visto  aqui .

 

O fato dos caramujos ornamentais serem potenciais vetores de doenças é um dado importantíssimo, muitas vezes desconhecido por nós aquaristas. Vale lembrar também que, por um motivo não muito claro, Biomphalarias albinas são mais susceptíveis à infecção pelo miracídeo do que variedades selvagens. Parece haver uma relação não muito clara entre o albinismo e a resistência à infecções por diversos parasitas. Basta lembrar que, mesmo na natureza, a porcentagem de caramujos albinos é bem mais alta do que nas demais espécies animais. Somente como exemplo, existem registros de uma ocorrência maior que 40% em Biomphalaria pfeifferi na África (em seres humanos, o albinismo ocorre em 0,007% da população).






Planorbídeo "Red Ramshorn" (Biomphalaria sp.), fotos de Chantal Wagner.




Biomphalaria

 

Existem 34 espécies descritas de Biomphalaria, confinadas às regiões tropicais e subtropicais do globo, com 22 espécies nas Américas (mais numerosas na América do Sul), e 12 na África, Madagascar e Oriente Médio. Durante muito tempo acreditava-se que estas espécies tivessem evoluído a partir de um ancestral comum desde a época da separação do supercontinente Gondwana (formando a África e Américas, há 100 mlhões de anos). Outra hipótese era que estes caramujos (juntamente com a esquistossomose) tivessem chegado ao Novo Mundo através do tráfico de escravos. Hoje, baseado em análises genéticas e moleculares, sabe-se que provavelmente o gênero tem origem na América do Sul, tendo colonizado a África mais recentemente (há 2,3~4,5 milhões de anos), por uma rota incerta.

Onze espécies de Biomphalaria ocorrem no Brasil, e uma sub-espécie. Destas, somente três são hospedeiras naturais do Schistosoma, mas três outras são hospedeiras potenciais, havendo infecção em laboratório. O aspecto externo da concha e corpo é muito semelhante, a identificação da espécie é praticamente impossível para o não-especialista. Algumas fontes sugerem que os giros carenados do B. tenagophila podem auxiliar na identificação, mas mesmo este aspecto não é tão fácil de ser visto. Na prática, as possibilidades diagnósticas só podem ser um pouco estreitadas nos caramujos de maiores dimensões, sabendo-se o tamanho máximo que eles podem atingir, e baseado no local de coleta. As espécies são as seguintes:   

 

Hospedeiras naturais do S. mansoni:

Biomphalaria glabrata - concha de até 40 mm de diâmetro.

Biomphalaria tenagophila - concha de até 35 mm de diâmetro.

Biomphalaria straminea - concha de até 17 mm de diâmetro.

Hospedeiras potenciais do S. mansoni:

Biomphalaria amazonica - concha de até 8 mm de diâmetro.

Biomphalaria peregrina - concha de até 17 mm de diâmetro.

Biomphalaria cousini - concha de até 8 mm de diâmetro.


Não-hospedeiras:

Biomphalaria intermedia - concha de até 12 mm de diâmetro.

Biomphalaria kuhniana - concha de até 8 mm de diâmetro.

Biomphalaria schrammi - concha de até 8 mm de diâmetro.

Biomphalaria oligoza - concha de até 11 mm de diâmetro.

Biomphalaria occidentalis - concha de até 21 mm de diâmetro.

Biomphalaria tenagophila guaibensis - concha de até 19 mm de diâmetro.

 







 


Biomphalaria intermedia, uma das espécies que não são vetores de Esquistossomose. Foto de Walther Ishikawa.





Biomphalaria kuhniana
, fotografada em Saint Laurent, Guiana. Outra espécie que não é vetor de Esquistossomose. Fotos gentilmente cedidas pela Associação Francesa de Conquiliologia.




Características e Ciclo de vida

 

Possuem conchas achatadas e em forma de disco, com um padrão planispiral, lembrando os extintos Ammonites. O nome Planorbídeo vem daí. Um detalhe curioso da concha destes animais é que eles têm espiralização sinistra, de forma idêntica aos Physa. Mas por ter este aspecto em disco, e ser carregada de forma invertida pelo animal, à primeira vista parece ter espiralização destra. Carrega a concha “de pé” quando caminha, o que permite a diferenciação dos Drepanotrema, outro planorbídeo brasileiro muito parecido, mas que carrega sua concha deitada.



Filhote de Biomphalaria intermedia, ainda com um aspecto mais globoso da concha. Foto de Walther Ishikawa.




Filhote de Biomphalaria intermedia. Foto de Walther Ishikawa.


Vivem em regiões tropicais, não sendo encontrado em locais muito frios, ao contrário dos Physa. Porém, são um pouco mais tolerantes a águas ácidas, ocorrendo também em rios da bacia amazônica, mas não em pHs abaixo de 5,6. Sobrevivem fora da água por períodos relativamente longos, retraídos dentro da concha. Algumas espécies até podem adquirir modificações morfológicas durante a fase juvenil, que aumentam sua sobrevida durante o período de seca. Durante esta retração os caramujos podem abrigar larvas de S. mansoni, tornando o seu controle mais difícil.



Biomphalaria intermedia se alimentando de um pedaço de alface. Note as erosões na concha. Foto de Walther Ishikawa.

 




Ovos de Biomphalaria intermedia no vidro do aquário, em diferentes estágios de desenvolvimento. Foto de Walther Ishikawa.



Macro em ovos de Biomphalaria sp., foto de Tibério Graco.


 

Alimentam-se essencialmente de algas e detritos, mas podem se alimentar de plantas aquáticas com folhas mais tenras. Consomem restos de alimentos, plantas e animais mortos. Se criados em separado, devem receber uma alimentação básica de vegetais (como alface e outras folhas tenras), mas sempre suplementados com proteína animal. Estudos em laboratório demonstram um crescimento e reprodução maior quando a dieta é mista, ao invés de exclusivamente vegetal. Suplementação em Cálcio é fundamental, fazendo parte da dieta, e/ou solubilizada na água. Uma concentração ideal de Cálcio é estimada em 30 mg/L. Concentrações abaixo de 1,5 mg/L ou acima de 75 mg/L são correlacionadas com maior mortalidade. 


São animais hermafroditas e capazes de auto-fecundação, mas dão preferência à reprodução cruzada sempre que possível, reservando a auto-fecundação somente para quando não encontram parceiros. Durante a cópula, um dos indivíduos age como macho, e o outro como fêmea, sendo a fecundação mútua bastante rara (<5%). Semelhante às Ampulárias, o "macho" sobe na concha da "fêmea", e realiza a cópula. O fotoperíodo é importante para a reprodução, necessitando um período maior que 8 horas de iluminação por dia. Deposita seus ovos envoltos numa massa gelatinosa, enfileirados e aderidos em substratos sólidos, como o vidro do aquário. Os ovos eclodem entre 3 a 5 dias, gerando pequenos caramujos, miniatura dos pais. Bastante prolíficos, superpopulações em aquários é bastante comum, geralmente relacionada a alimentação excessiva. Existe um interessante trabalho brasileiro, demonstrando que um único indivíduo de B. glabrata pode produzir cumulativamente 10 milhões de descendentes em 3 meses.






Biomphalaria sp. Fotos de Juan Felipe Zulian Santos.



Criação em Aquários

 

A criação em cativeiro de Biomphalaria já foi bastante estudado, em especial do B. glabrata, por serem vetores de esquistossomose. Estas informações podem ser extrapoladas para a criação destes animais em aquários ornamentais.

A expectativa de vida do B. glabrata é estimada em 12~18 meses na natureza, e o tempo de geração é de cerca de 5 semanas. Embora suportem ambientes hipóxicos, há melhor crescimento e reprodução em águas aeradas. Parece haver maior taxa de reprodução quando criados em recipientes rasos de plástico.

A melhor temperatura para a criação é de 24~28
o C, valor ideal de 25o C. Suportam uma faixa ampla de pH, entre 4,9 e 8,9, mas a faixa ideal se situa em 7,0 + 0,2. Um valor muito baixo de pH leva a erosão das suas conchas, dentre outros efeitos danosos. Ao contrário do que muito se divulga, um pH muito elevado também é deletério para estes animais. Basta lembrar que estes caramujos são encontrados em águas ácidas / neutras na natureza (5,0~7,0), são raras em águas alcalinas.






Biomphalaria intermedia, as duas primeiras fotos mostram animais coletados na natureza, e a última foto mostra seus descendentes criados em aquário. Note a diferença na estrutura e erosão das conchas. Fotos de Walther Ishikawa.




 

Esquistossomose

 

O Brasil é considerado o maior foco endêmico de esquistossomose do mundo, estima-se em 200 milhões o número de pessoas infectadas no mundo, e entre 2,5 a 6 milhões no nosso país (dados do SUS, 2011). Embora em declínio devido às campanhas governamentais, ainda é uma doença que representa um grave problema de saúde pública. No Brasil, a esquistossomose (também chamada de xistose ou barriga d´água) é causada pelo verme trematóide Schistosoma mansoni, que precisa de um caramujo aquático para completar seu ciclo de vida. Das onze espécies brasileiras de Biomphalaria, três são hospedeiras intermediárias do verme.



 






Biomphalaria glabrata
, forma selvagem, fotografada no Suriname. É o principal vetor de Esquistossomose no Brasil. Fotos gentilmente cedidas pela Associação Francesa de Conquiliologia.








Biomphalaria glabrata, animais usados em pesquisas envolvendo Esquistossomose. Fotos gentilmente cedidas pelo Dr. Pedro Luiz Silva Pinto (Núcleo de Enteroparasitas - Instituto Adolfo Lutz).




De forma bastante simplificada, o ciclo de vida destes parasitas depende de um hospedeiro definitivo (geralmente, o homem) e um hospedeiro intermediário, que é o caramujo. Pessoas doentes eliminam os ovos do parasita nas fezes (ou muito raramente na urina), que em ambientes aquáticos eclodem, gerando larvas de vida livre (miracídeos). Estas larvas penetram o corpo do caramujo, onde se desenvolvem, e voltam a ter vida livre na forma de cercárias. Quando uma pessoa entra na água contaminada, as cercárias penetram a pele e atingem a circulação sanguínea, sofrem metamorfose e se dirigem ao fígado, onde completarão seu ciclo. Quando penetram a pele, as larvas causam um prurido no local, motivo pela qual estes locais são chamados de “lagoas de coceira”.

 

Todas as peças deste ciclo precisam estar presentes para que haja propagação da doença. Desta forma, tomadas as devidas precauções, é extremamente improvável que um caramujo infectado surja em aquários. O caramujo precisa ter sido coletado em algum local que receba os excrementos de pessoas doentes, como esgoto não-tratado.

 

Mas obviamente, se um caramujo (ou planta ornamental) for coletado numa área endêmica, o risco de doença existe. Um detalhe importante que deve ser sempre lembrado, se por ventura o caramujo estiver parasitado, a contaminação humana se dá pelo simples contato com a água do aquário. Se houver parasitas, o problema não vai ser a manipulação do caramujo, mas simplesmente colocar a mão dentro da água (numa TPA, por exemplo) vai ser suficiente para que haja contágio. Embora as cercárias eliminadas pelos caramujos morram rapidamente se não encontrarem um hospedeiro adequado (em cerca de 24 horas), o caramujo infectado elimina as cercárias de forma contínua, durante vários meses. Ou seja, a quarentena de caramujos infectados é pouco eficaz.



Outro detalhe importante que deve ser lembrado é que não há transmissão vertical do verme no caramujo. Ou seja, somente adultos coletados na natureza oferecem perigo. Filhotes nascidos em cativeiro não estão infectados, mesmo que nasçam de pais portando o verme. Mesmo os ovos coletados em ambientes contaminados são totalmente seguros.






Biomphalaria tenagophila, outra espécie vetora de esquistossomose, fotografada na região da Baixada do Massiambú, Município Palhoça da Grande Florianópolis, SC. Foto de Aisur Ignacio Agudo-Padrón.

 



Mesmo que o risco de contágio de aquaristas por esquistossomose seja bastante baixo, existe um problema tão (ou mais) grave que nos envolve diretamente. Hoje, o aquarismo representa uma via importante de dispersão destes caramujos na natureza. Somente como exemplo, a introdução do B. straminea em Santa Catarina (vetor de esquistossomose) foi muito provavelmente através de aquaristas. Biomphalarias já foram detectadas até em Hong Kong, introduzidas por aquaristas. E o recente processo de “urbanização” da esquistossomose tem como principal suspeito o aquarismo. Em Belo Horizonte surgiu recentemente um foco urbano da doença em um lago ornamental do Parque Julien Rien. Como vimos, a presença de caramujos vetores é uma condição necessária e indispensável, embora não suficiente, para o surgimento da doença. Desta forma, o foco da doença só surgiu porque haviam condições adequadas no local, ou seja, havia uma colônia de caramujos transmissores, que quase certamente são animais provenientes de aquários. Imaginem um foco de esquistossomose em um parque público com intensa visitação de famílias e crianças. Existem inclusive propostas de pesquisadores ligados à Fiocruz para que se façam campanhas de conscientização entre aquaristas e lojistas, e se proíba a criação de Biomphalarias albinas.

 

Desta forma, muito cuidado ao desprezar podas de plantas e água de TPAs, atentando para estes resíduos não atingirem corpos d´água naturais. Cuidado idêntico deve ser tomado em aquários com variedades ornamentais destes caramujos. E nunca compre plantas ornamentais ou caramujos de procedência duvidosa.










Estufa de criação de Biomphalaria glabrata, Núcleo de Enteroparasitas - Instituto Adolfo Lutz. As demais fotos mostram alguns animais usados em pesquisas envolvendo Esquistossomose. Fotos gentilmente cedidas pelo Dr. Pedro Luiz Silva Pinto.




 

 

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  • http://www.conchasbrasil.org.br



 

Agradecimentos aos aquaristas Juan Felipe Zulian Santos e Tibério Graco, aos malacologistas Aisur Ignacio Agudo-Padrón e José Liétor Gallego (Espanha), e aos colegas da Associação Francesa de Conquiliologia (AFC) , pela cessão das fotos para o artigo. Agradecimentos especiais ao Dr. Pedro Luiz Silva Pinto (Núcleo de Enteroparasitas - Instituto Adolfo Lutz), por permitir fotografar os animais do seu laboratório, e valiosas informações.



As fotografias de Walther Ishikawa, Chantal Wagner e Cinthia Emerich estão licenciadas sob uma Licença Creative Commons. As demais fotos têm seu "copyright" pertencendo aos respectivos autores.

 
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