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Mosquitos Aedes  
Artigo publicado em 03/12/2017, última atualização em 04/02/2020  


Aedes aegypti
, larvas. Foto de Walther Ishikawa.


Este artigo é um dos quatro que complementam o artigo principal sobre larvas de mosquitos, que pode ser acessado  aqui . As referências bibliográficas estão todas reunidas em um link neste primeiro texto.




 

Aedes aegypti

 

Descrito por Linnaeus em 1762, acredita-se que o Aedes (Stegomyia) aegypti seja uma espécie originária da África tropical (Etiópia), tendo-se tornado cosmopolita graças ao tráfego comercial. Está presente em todos os continentes e é admitida sua introdução na Região Neotropical pelo tráfico entre a África e as Américas, ao longo dos séculos XV até o XIX. No Brasil, na década de 50 foi considerado erradicado, porém reintroduzido a partir de 1967, instalando-se definitivamente no território brasileiro.

            No Brasil, A. aegypti é o único vetor conhecido de febre amarela urbana e é também o único transmissor do dengue, zika e chikungunya, em nossos dias. Como curiosidade, o nome do gênero tem origem grega (ἀηδής, aēdēs), significando "desagradável" ou "odioso". Há alguma controvérsia em relação ao nome científico do gênero, aqui usaremos a mais tradicional e aceita, Aedes, ao invés de Stegomyia (veja discussão adiante).

 

Ovos: os ovos são depositados fora da água, nas paredes internas e úmidas dos recipientes, onde são capazes de se manter viáveis por longos períodos (superior a um ano), mesmo em condições desfavoráveis de dessecação. Os ovos têm cor clara quando são depositados, mas escurecem após contato com o oxigênio. São alongados, descritos como em forma de "charuto", ou tendo um aspecto em "semente" ou “gergelim”, cada postura tem uma média de 100 ovos. Outra característica importante do Aedes é o fato da fêmea depositar os ovos em diferentes criadouros em uma mesma postura, aumentando a sua dispersão.

Larvas: Têm o aspecto habitual das larvas da subfamília Culicinae, adquirindo uma posição oblíqua em relação à superfície da água. A cabeça é escura e menor do que os Culex. O sifão é curto, grosso e quase cônico, geralmente bem escurecido.

Adultos: O mosquito adulto tem coloração escura, com manchas branco-prateadas no abdome formando anéis. As pernas escuras também têm anéis brancos, conferindo um aspecto tigrado ao mosquito. Na parte superior do tórax possui faixas branco-prateadas formando um desenho classicamente comparado a uma “lira”.

Habitat: Embora oriundo do Velho Mundo (provavelmente da região etiópica, tendo sido originalmente descrito do Egito), acompanhou o homem em sua longa e ininterrupta migração pelo mundo, e permaneceu onde as alterações antrópicas propiciaram a sua proliferação. Hoje é considerado um mosquito cosmopolita. Espécie urbana, restrita às vilas e cidades, sempre ligada ao peridomicílio e ao domicílio humano.

Seus criadouros preferenciais são os recipientes artificiais, tanto os abandonados pelo homem a céu aberto e preenchidos pelas águas das chuvas, como aqueles utilizados para armazenar água para uso doméstico. A água armazenada precisa ser limpa, isto é, não turva, pobre em matéria orgânica em decomposição e em sais, preferencialmente acumulada em locais sombreados e de fundo ou paredes escuras, pelo seu caráter de fotofobia.

Comportamento: As fêmeas de A. aegypti restringem seus hábitos hematófagos aos horários diurnos. Seus picos de maior atividade acham-se, geralmente, situados no amanhecer e pouco antes do crepúsculo vespertino, mas ataca a qualquer hora do dia. O homem é atacado principalmente nos pés e na parte inferior das pernas. A longa associação do A. aegypti com a espécie humana parece tê-lo dotado de certa habilidade para escapar de ser morto por sua vítima durante o repasto sanguíneo. Assim é que, se o hospedeiro produz movimento, mesmo que suave, uma fêmea de A. aegypti prontamente o abandona, voltando a atacá-lo ou procurando outra vítima, depois de cessado o iminente perigo de ser atingida. Esta peculiaridade tem grande importância, pois uma só fêmea de A. aegypti infectada pode, enquanto procura alimentar-se satisfatoriamente de sangue, produzir várias alimentações curtas em diferentes hospedeiros e disseminar arboviroses.

 


Close em Aedes aegypti, mostrando o típico padrão em "lira" no seu tórax. Foto de Daniel Ramos.




Aedes aegypti, nesta foto podem ser vistos outros sinais auxiliares para a identificação da espécie, como a faixa branca no fêmur e o padrão de manchas na região lateral do tórax. Foto de Marcos Teixeira de Freitas.




Ovos de Aedes aegypti, com aspecto descrito como "gergelim". Nas demais fotos, larvas recém-nascidas. Fotos de Walther Ishikawa.



Larvas e pupa de Aedes aegypti .








Larvas e pupas de Aedes aegypti.







Larvas e pupa de Aedes aegypti .





Pupa de Aedes aegypti, e inseto adulto emergindo.

 


Aedes albopictus

 

O Aedes (Stegomyia) albopictus (Skuse 1894) é um mosquito originário do Sudeste da Ásia, encontrado até em regiões de clima subtropical e temperado, já tendo sido observado no norte da China e Sibéria, devido a sua maior tolerância ao frio.

É vetor natural do Dengue em áreas rurais, suburbanas e urbanas da Ásia, desde a década de 50. Estudos realizados com cepas de Aedes albopictus procedentes do Brasil comprovaram sua competência vetorial para a dengue e febre amarela. No entanto, até o momento, não se tem registro de casos de febre amarela, cujo vetor tenha sido Aedes albopictus, sendo, portanto, considerado apenas vetor potencial desta arbovirose.

Está bem adaptada ao ambiente doméstico, predomina em áreas urbanas com cobertura vegetal, proliferando tanto em recipientes naturais como artificiais, o que tem facilitado o seu estabelecimento também em áreas rurais.

 

Ovos, larvas e pupa: Muito parecido com o Aedes aegypti, de distinção bastante difícil para o não-especialista.

Adultos: Bastante parecido com o Aedes aegypti, também com coloração escura, manchas e anéis branco-prateados conferindo um aspecto tigrado, daí seu nome “Tigre asiático”. Porém, pode ser facilmente diferenciado pelo padrão de desenho da porção superior do tórax, onde possui uma faixa longitudinal mediana branco-prateada.

Habitat: A. albopictus é, como o A. aegypti, um mosquito estrangeiro, foi originalmente descrito da Índia. Ocorrem naturalmente em áreas de clima temperado e tropical na Região Oriental, na Austrália, na Nova Guiné, nas Ilhas  Havaianas, em Madagascar, no Oeste do Irã e Japão.

Invadiu o continente americano recentemente (1985), ocupando localidades ao sul dos Estados Unidos. Foi pela primeira vez encontrado no Brasil, em maio de 1986, deve ter entrado no Brasil através de portos no Espírito Santo e se interiorizado, via estrada de ferro, no Vale do Rio Doce (transporte de minério de ferro). A população desse mosquito no Brasil parece ser oriunda do Japão (para onde é exportada grande quantidade de ferro através daqueles portos) e apresenta diferenças biológicas em relação à cepa invasora da América do Norte.

            Sua distribuição, no Brasil, ainda é associada à presença do homem, utilizando, como o A. aegypti, os criadouros propiciados pela atividade humana. Contudo, é um mosquito que se espalha com facilidade no ambiente rural, semi-silvestre e silvestre, não dependendo dos locais de grande concentração humana, como o A. aegypti. É comumente encontrado, por isso, nas áreas onde a população humana é escassa, nas bocas de matas e plantações, onde o A. aegypti é ausente ou muito raro. É, porém, mais tolerante às temperaturas mais baixas (ex.: norte da Ásia), enquanto o A. aegypti as evita.

A. albopictus cria-se em recipientes naturais e artificiais, nos mesmos locais do A. aegypti, com o qual compete. Acredita-se, até, que o resultado dessa competição seja favorável ao A. albopictus, pois a densidade deste costuma aumentar enquanto a do A. aegypti diminui, gradativamente, após certo tempo de coexistência.

Comportamento: Muito parecido com o Aedes aegypti.

 


Aedes albopictus, fotografado no Parque das Dunas, Natal (RN). Note a característica faixa branca mediana no tórax. Foto de Sonia Furtado.



Aedes albopictus, foto de César Favacho.



Larva de Aedes albopictus, foto de Max Malmann.


 

Ochlerotatus

 

Originalmente considerado um subgênero de Aedes, após uma revisão em 2000 havia ganho o status de gênero. Todas as espécies nativas originalmente classificadas como Aedes haviam sido reclassificadas para Ochlerotatus, assim como as principais espécies vetoras exóticas foram reclassificadas como Stegomyia (por exemplo, o próprio A. aegypti). Porém, permanece alguma controvérsia em relação a esta nova nomenclatura, em parte porque isto irá requerer a modificação retroativa de toda a literatura científica de espécies de grande importância médica. É um assunto ainda em discussão, mas a tendência é de se abrir uma exceção e manter a nomenclatura mais antiga para os Stegomyia (mantendo Aedes), e Ochlerotatus passar a ser gênero.

            As fêmeas desse subgênero são muito vorazes, insistentes em obter sangue e oportunistas. Aumentam muito sua atividade no crepúsculo vespertino, mas atacam, indiscriminadamente, de dia ou à noite. Parte das espécies tem ovos resistentes à dessecação. Seus criadouros são principalmente os de caráter transitório, no solo. Algumas espécies criam-se em recipientes naturais ou artificiais. O Aedes (Ochlerotatus) taeniorhynchus necessita de água salobra para o desenvolvimento larvar.

São cerca de 25 espécies que ocorrem no Brasil. As principais diferenças entre os gêneros Aedes (Stegomyia) e Aedes (Ochlerotatus) é determinada pela estrutura dos órgãos sexuais, de difícil análise sem microscópio. Larvas e pupas lembram os Aedes (Stegomyia), alguns adultos são muito parecidos com o A. aegypti, com aspecto tigrado (como o O. taeniorhynchus e O. fluviatilis), outros têm aspecto mais pardo lembrando os Culex (como o O. scapularis e O. lepidus).






Aedes (Ochlerotatus) lepidus emergindo da  pupa, uma espécie que lembra um Culex na forma adulta. Fotografado em Vinhedo, SP. Foto de Walther Ishikawa.






Aedes (Ochlerotatus) lepidus, notem o sifão curto, semelhante ao Aedes (Stegomyia), mas com o corpo mais robusto, de coloração distinta.



Pupas de Aedes (Ochlerotatus) lepidus.








Aedes (Ochlerotatus) fulvus pallens, espécie grande e silvestre, mostrando sua coloração e padronagem típicas.  Fotografado em Santa Maria da Vitória, BA. Fotos de Igor Arusa.





Aedes (Ochlerotatus) condolescens, mostrando sua típica faixa no mesonoto. Fotografado em Abaetetuba, PA. Foto gentilmente cedida por Ademir Heleno A. Rocha.






Aedes (Ochlerotatus) crinifer, fotografado em Sananduva, RS. Foto de Paulo Marcos Mattes.





Dentre as espécies de Ochlerotatus, a que tem maior importância médica é o Ochlerotatus scapularis (Rondani, 1848). Tem ampla distribuição geográfica, sendo encontrada desde o sul dos EUA (Texas) até o norte da Argentina. No Brasil, ocorre em todos os estados, comum nas matas secundárias, plantações e outros ambientes parcialmente modificados pelo homem. Suas larvas  se desenvolvem em variados criadouros de pouca profundidade e muita luminosidade, muitas vezes artificiais. Sua densidade está direta e positivamente influenciada pelas chuvas. 

Adultos podem ser identificados com relativa facilidade pela grande mancha prateada escutelar. Ataca o homem com muita voracidade, mas também tem alto grau de zoofilia, ataca mamíferos de grande porte. É suspeito de transmitir a encefalite Rocio (SP), de Wuchereria bancrofti (SC) e é vetor primário de Dirofilaria immitis. Naturalmente infectado com os vírus Caraparu, Ilheus, Kairi, Maguari, Melao e Mucambo.







Aedes (Ochlerotatus) scapularis
, fotografado em Belém (PA). Foto de César Favacho.







Adultos de 
Aedes (Ochlerotatus) scapularis, fotografados em Amparo SP. Note a típica grande mancha prateada no mesonoto, e o abdômen com faixas. Curiosamente, foram encontrados no mesmo local dos Aedes (Ochlerotatus) fluviatilis, abaixo. Fotos de Walther Ishikawa.





Outra espécie de Ochlerotatus que merece destaque é o Ochlerotatus fluviatilis (Lutz, 1904), encontrado desde o sul do México até o norte da Argentina. São frequentes em ambiente peridomiciliar, criando-se em recipientes artificiais, muitas vezes junto com outras espécies, como A. aegypti e C. quinquefasciatus. Na natureza, o local mais comum de serem encontrados é em escavações em rochas que acumulam água da chuva. Capaz de sugar sangue de mamíferos, aves e répteis, mas mostram preferência pelo homem em condições experimentais, picam de dia e de noite, com atividade maior no crepúsculo vespertino. É capaz de se infectar experimentalmente com o vírus da febre amarela, e Dirofilaria immitis.

É um dos Ochlerotatus com aspecto tigrado nas pernas, com anéis claros especialmente junto às articulações. Tem os dois terços anteriores do escudo cobertos com escamas esbranquiçadas, lembrando o O. scapularis, mas com uma aspecto mais sujo e variável. Restante do mesonoto de aspecto bronzeado.










Larvas de Aedes (Ochlerotatus) fluviatilis, coletado em uma poça d´água em uma depressão rochosa às margens de um rio, em Amparo SP. O local recebia intensa luz solar direta, algumas larvas também estão cobertas de protozoários coloniais. Pode ser visto também uma larva Culex. Fotos de Walther Ishikawa.





Pupa de Aedes (
Ochlerotatus) fluviatilis ao final do seu desenvolvimento, o adulto emergiu no dia seguinte. Note os protozoários coloniais na sua superfície, e os cornos respiratórios com morfologia distinta do O. lepidus. Foto de Walther Ishikawa.









Adulto de
Aedes (Ochlerotatus) fluviatilis, fotografados em Amparo SP. Note a típica grande mancha prateada no mesonoto (lembrando bastante o A. scapularis), mas com faixas brancas evidentes nas pernas. Fotos de Walther Ishikawa.





 

 

 

 

 

 

 

 

 


Aedes (Ochlerotatus) fluviatilis
, dos ovos até o adulto, fotografados em Amparo, SP. Fotos de Walther Ishikawa.






Adulto de
Aedes (Ochlerotatus) fluviatilis, recém metamorfoseado, fotografado em Muitos Capões, RS. Foto de Flávia Montagner (Entomológica).







Merece menção também o Ochlerotatus taeniorhynchus (Wiedemann, 1821), uma espécie característica do litoral cujas larvas se desenvolvem em água salobra, com ampla distribuição nas duas costas americanas, desde o Norte dos EUA (Nova Hampshire) até o sul do Brasil na Costa Atlântica, e Califórnia até o Peru na Costa Pacífica.

Seus criadouros são sempre as coleções líquidas transitórias no solo, dotadas de certo grau de salinidade, como poças d'água, valas de drenagem, alagadiços e charcos de água salobra. Muito eclético, voraz e oportunista, com predileção pelo sangue de mamíferos de grande porte, mas pode se alimentar até de sangue de répteis. Pica indiscriminadamente de dia e à noite, mas aumenta sua atividade hematofágica nos crepúsculos. É considerado vetor de Dirofilaria immitis, filarídeo de canídeos e felinos (dog heartworm), que, raramente, atinge o homem.



Aedes (Ochlerotatus) taeniorhynchus, uma espécie litorânea que depende de água salobra, seu aspecto lembra bastante os Aedes. Note a típica faixa branca mediana na probóscide, muito útil na sua identificação. Exemplar norte-americano, foto gentilmente cedida por Bryan E. Reynolds.



Outra espécie que se destaca é o Ochlerotatus albifasciatus (Macquart, 1838), com ampla distribuição geográfica nas regiões austrais da América do Sul (Bolívia, S e SE do Brasil, Uruguai, Chile e Argentina), sendo um mosquito bastante adaptado a climas frios (no Equador, é apelidado de "mosquito frozen"), um dos poucos mosquitos encontrados até a Terra do Fogo. É o mosquito mais comum na região de Buenos Aires. Reproduz-se tipicamente em criadouros temporários no solo, depressões em terrenos planos, com água doce ou salobra. São comuns em áreas que sofrem alagamentos, com explosões populacionais nos meses chuvosos. Os ovos permanecem viáveis por seis meses em dessecação. São bastante agressivos, atacando animais e o homem com grande voracidade. Tem preferências crepusculares. Embora não seja associado a enfermidades humanas, é o principal vetor do vírus WEE (encefalite equina do oeste). São bastante agressivos, atacando animais e o homem com grande voracidade, sendo considerada uma das espécies que causam maior incômodo às populações destes locais. 

Adultos possuem a região dorsal da cabeça branca, daí seu nome. A região escutelar é escura, com três faixas longitudinais mal definidas de cor bronzeadas e douradas. Tarsômeros anteriores com anel claro basal pouco acentuado, os demais totalmente escuros. Abdômen com manchas de escamas claras basolaterais, e linha longitudinal dorsal. 

















Aedes (Ochlerotatus) albifasciatus
, larvas coletadas em uma poça d´água temporária no solo barrento, em  sulcos por marcas de pneus, em Nazaré Paulista SP. Note os protozoários ciliados epibiontes. Fotos de Walther Ishikawa.

 






A principal fonte bibliográfica deste artigo foi o livro Principais Mosquitos de Importância Sanitária no Brasil. Rotraut A. G. B. Consoli & Ricardo L. de Oliveira Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 1994. 228 p. O livro pode ser baixado gratuitamente através do link  aqui 


Este artigo só foi possível com a colaboração de diversos amigos e colegas, aos quais somos muito gratos. Agradecimentos ao professor Ademir Heleno A. Rocha, aos fotógrafos Igor Arusa, Sonia Furtado e Paulo Marcos Mattes, aos zoólogos Daniel Ramos, Max Malmann, César Favacho (veja seu álbum Flickr  aqui ), Marcos Teixeira de Freitas, Bryan E. Reynolds (EUA, "The Butterflies of the World Foundation", veja seu álbum Flickr  aqui ), Flávia Montagner ( Entomológica ) e Bruno Magalhães Nakazato pela cessão das suas fotos para o artigo.




As fotografias de Walther Ishikawa, Bryan E. Reynolds e Daniel Ramos estão licenciadas sob uma licença Creative Commons. As demais fotos têm seu "copyright" pertencendo aos respectivos autores.
 
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